"Sou feita de urgências. Minhas alegrias são intensas. As tristezas, absolutas. Me entupo de ausências. Me esvazio de excessos."
Nesta tarde chuvosa, palavras de Clarice.
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CAINDO DO CÉU
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Quando pensamos que as saídas estão todas trancadas a sete chaves, pulamos o muro do desespero.
A chuva se mistura com pingos de incerteza que insistem em cair sobre nossas cabeças.
E esperamos...
Um milagre.
A sorte.
Qualquer coisa que nos faça pensar que isto tudo vai passar.
Category palavras minhas
Dias de chuva
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Dia de chuva
bolinhos de chuva
cobertor e sofá
café na cama
carinho de quem ama
fazer nada,só namorar
tudo isso?
utopia
hoje é dia de ir trabalhar....
Category palavras minhas
Indignação
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Há controvérsias sobre a autoria dos versos abaixo.Alguns acreditam ser do poeta russo Wladimir Maiakóvski, outros do brasileiro Eduardo Alves da Costa.Não importa, são verdadeiros.O poema é antigo, mas a indignação é recente A verdade é que, seguros dos nossos direitos e deveres, não sabemos a que momento nos roubarão dentro ou fora de nossas casas.Trabalhamos para garantir nossa sobrevivência e nosso bem-estar,mas somos "pegos de surpresa" quando nos tiram o que nos é de direito, fruto de dias e dias de trabalho.E ainda damos graças a Deus por não ter nos tirado o bem mais precioso: a vida. Despertar é preciso.

"Na primeira noite eles aproximam-se e colhem uma Flor do nosso jardim e não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam o nosso cão, e não dizemos nada.
Até que um dia o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua e, conhecendo o nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E porque não dissemos nada, Já não podemos dizer nada."
Category palavras minhas/outras palavras
TRABALHO DE LITERATURA - 5ª SÉRIE - REI ARTHUR
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Category LITERATURA
SE AINDA HÁ PRIMAVERA, COLHAMOS FLORES... ...
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Há uma primavera em cada vida: é preciso cantá-la assim, florida; pois se Deus nos deu voz, foi para cantar! E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada que seja a minha noite uma alvorada, que me saiba perder...para me encontrar....
Florbela Espanca
Category outras palavras
SABEMOS RECONHECER A BELEZA
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Para Platão, as coisas perfeitas existiam antes das almas virarem corpos.Para Schopenhauer, os corpos sabem reconhecer a beleza totalmente.Apenas se atrapalham ao tentarem explicá-la.
Ulisses Tavares
Category outras palavras
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"A poesia, atualmente, talvez tenha mais a nos ensinar do que as ciências econômicas, as ciências humanas e a psicanálise reunidas."
Category outras palavras
Dissonante
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Category outras palavras
Dias...
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Category palavras minhas
Espelho
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"Tenho bobagens repentinas, carências urgentes, ausência de respostas, ansiedade concentrada, angústia que talha a carne, ciúme que dilacera o orgulho.Tenho saudade, receio e sorriso.Sentimentos vagos, carinhos inexplicáveis, paixões fulminantes e tesão noturno às terças-feiras.Mania de escrever, de me desculpar e de errar sempre os mesmos erros.Você consegue se definir?Ou sempre falta alguma coisa?"
Ora o sol, ora a lua
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Freud, se fosse poeta, em vez de falar em consciente e inconsciente, teria dito: Nós, como a Terra, somos iluminados ora pelo Sol, ora pela Lua.Os pensamentos e sentimentos que temos quando iluminados pela luz do sol não são os mesmos sentimentos e pensamentos que temos quando iluminados pela Lua.Sol: o mundo brilha e somos inundados por suas cores e formas.Lua:luz suave, cheia de sombras e indefinições.Sob a luz do Sol trabalhamos.Sob a luz da Lua nós amamos.(Rubem Alves)
Quando alguma coisa me aflige, escureço a minha alma.Não sinto a luz da lua para o amor.Sinto para fechar-me em ansiedade.Tenho certeza de que os que me conhecem, sabem que este não é o meu melhor momento.Toda mudança é passageira, mas dolorida.Ainda tentando adaptar, sei que ainda virão muitos obstáculos.
Doce de Aninha
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(...)vive dentro de mim
Bem proletária.
Bem linguaruda,
desabusada, sem preconceitos,
de casca-grossa,
de chinelinha,
e filharada.
Vive dentro de mim
a mulher roceira.
-Enxerto de terra,
meia casmurra.
Trabalhadeira.
Madrugadeira.
Analfabeta.
De pé no chão.
Bem parideira.
Bem criadeira.
Seus doze filhos.
Seus vinte netos.
Vive dentro de mim
a mulher da vida.(...)
Cora Coralina
Azul
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"Para vermos o azul, olhamos para o céu.A terra é azul para quem olha do céu.Azul será uma cor em si, ou uma questão de grande nostalgia? O inalcançável é sempre azul."
Clarice Lispector
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"Um anjo vem todas as noites:
senta-se ao pé de mim, e passa
sobre meu coração a asa mansa,
como se fosse meu melhor amigo.
Esse fantasma que chega e me abraça
(asas cobrindo a ferida do flanco)
entre ti e mim, e está comigo."
setembro
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Assim como uma gestação, meu blog completa neste 9º mês 1000 visitas.Obrigada a todos os amigos (conhecidos pessoal e virtualmente), meus alunos e minha família por deixarem aqui sempre palavras carinhosas.
Setembro chega.É certo que com ele a primavera chega.Os pássaros e as flores serão outros.Escutemos os sons das árvores balançando ao sabor do vento.Os cheiros adocicados misturados à nossa natureza humana quase sempre tão fria.Sintamos a primavera.Pois ela chega com toda suavidade e esplendor.
Debaixo d'água - Maria Bethânia
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Mais azul, mais colorido
Só faltava respirar
Mas tinha que respirar
Debaixo d'água se formando como um feto
Sereno, confortável, amado, completo
Sem chão, sem teto, sem contato com o ar
Mas tinha que respirar
Todo dia
Todo dia, todo dia
Todo dia
Todo dia, todo dia
Debaixo d'água por encanto sem sorriso e sem pranto
Sem lamento e sem saber o quanto
Esse momento poderia durar
Mas tinha que respirar
Debaixo d'água ficaria para sempre, ficaria contente
Longe de toda gente, para sempre no fundo do mar
Mas tinha que respirar
Todo dia
Todo dia, todo dia
todo dia
Todo dia, todo dia
Debaixo d'água, protegido, salvo, fora de perigo
Aliviado, sem perdão e sem pecado
Sem fome, sem frio, sem medo, sem vontade de voltar
Mas tinha que respirar
Debaixo d'água tudo era mais bonito
Mais azul, mais colorido
Só faltava respirar
Mas tinha que respirar
Todo dia
Agora que agora é nunca
Agora posso recuar
Agora sinto minha tumba
Agora o peito a retumbar
Agora a última resposta
Agora quartos de hospitais
Agora abrem uma porta
Agora não se chora mais
Agora a chuva evapora
Agora ainda não choveu
Agora tenho mais memória
Agora tenho o que foi meu
Agora passa a paisagem
Agora não me despedi
Agora compro uma passagem
Agora ainda estou aqui
Agora sinto muita sede
Agora já é madrugada
Agora diante da parede
Agora falta uma palavra
Agora o vento no cabelo
Agora toda minha roupa
Agora volta pro novelo
Agora a língua em minha boca
Agora meu avô já vive
Agora meu filho nasceu
Agora o filho que não tive
Agora a criança sou eu
Agora sinto um gosto doce
Agora vejo a cor azul
Agora a mão de quem me trouxe
Agora é só meu corpo nu
Agora eu nasco lá de fora
Agora minha mãe é o ar
Agora eu vivo na barriga
Agora eu brigo pra voltar
Agora
Agora
Agora










