Como não assisto novelas (nada contra, há quem goste) não presto muita atenção nas trilhas sonoras.Ontem tive o privilégio de ouvir a linda canção abaixo, entoada por meu tio Luiz Pena, um eterno seresteiro. Alguns trechos se encaixam perfeitamente neste início de mês, onde temos a sensação que na verdade, nada mudou.Os dias continuam iguais." Nada muda se você não mudar". "E cante que é bom viver..."
COMPANHEIRO
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Category palavras minhas/outras palavras
BUQUÊ DE PRESSÁGIOS
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"De tudo, talvez permaneça o que significa.O que não interessa.De tudo quem sabe, fique aquilo que passa.Um gêranio de aflição.Um gosto de obturação na boca.Você de cabelo molhado saindo do banho.Uma piada.Um provérbio.Um buquê de presságios.Sons de gotas na torneira da pia.Tranqueiras líricas na velha caixa de sapato.De tudo, talvez, restem bêbadas anotações no guardanapo.E aquela música linda que nunca toca no rádio."

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APRECIO VIVER
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"Prefiro quando a vida me vem de surpresa e me agarra pelas pernas.Quando me vem saborosa e se derrete em minha boca me fazendo querer mais.Quando a vida vem em calmaria plena,em silêncios absolutos.Ou chega musical e sonora cantarolando em voz alta.Quando a vida me vem assim: imagem e cena sequenciada em fotografia.Quando a vida me vem (não importa como),Abraço!Aprecio viver."
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ESPERANDO O ANO NOVO...
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"Dia de limpar armários, revirar gavetas, separar o pouco que é meu do tanto que já se perdeu.Processo doloroso, é certo, mas cada vez menos: amadurecer tem suas vantagens.Cortar os laços deixa de ser tragédia sofocliana, olhos furados e um longo caminho de dor.Não: a graça está é no novo, e quem me dera viver só de começos.Trocar o amor que já se empoeirou pelas paixões sublimes, toques e lábios e o 'eu te amo' pronunciado com tanto fervor e certeza.Fênix, quem me dera."

Category outras palavras
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É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo.
Clarice Lispector
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Cheiro de flor quando ri
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Lindas palavras de Ana Jácomo, dona de um jardim florido, lindo, leve e colorido...
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Nao ir embora pra Pasargada - por Lya Luft
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Category outras palavras
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"Meditei sobre as borboletas. Vi que elas podem pousar nas flores e nas pedras sem magoar as próprias asas."Category outras palavras
AMOR - Clarice Lispector
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"Porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado: pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que, somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente. Porque eu, só por ter tido carinho, pensei que amar é fácil."
Category outras palavras
GESTOS
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Não sei se acontece com todo mundo, mas final de ano sinto que estou mais suscetível à manifestações sentimentais: qualquer gesto, olhar, fotografia, pedido ou sorriso, me deixa mais sensível, emotiva, às vezes muito triste.
Hoje, recebi uma rosa.Tão natural, tão singelo e espontâneo este gesto que me causou profunda comoção.Ganhei da minha tia e sogra: Tina.Dona Tiburtina.Tão espontâneo quanto seu gesto foi a maneira como aconteceu.Afinal a linda rosa de cor rosa, estava ali, sem pedir nada, balançando ao sabor do vento preguiçoso e do calor insuportável da tarde de hoje.Eu também me senti como a rosa, sendo doada como um gesto de carinho, sem pedir nada,mas naquele momento o gesto me deu tudo que eu precisava.Minha mãe dizia que quando recebemos uma rosa, recebemos junto com ela uma "Graça".Só hoje percebi que a Graça é a oferta em si.Com a rosa nas mãos, senti saudades, senti doação, senti carinho e bondade.Neste momento, não precisava de Graça maior.Estava tudo ali.Nas minhas mãos.Ofertada pela calejada mão de 83 anos.Toda a Graça.
Category palavras minhas
Palavras de Cecília...
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DEZEMBRO
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Ele chega naturalmente cansado.Tão rápido e tão tumultuado, que fatalmente lembro-me das palavras de Drummond onde a necessidade de recomeçar tudo de novo, faz com que alguém tenha a ideia de cortar o tempo em fatias, sendo que doze meses é tempo demais e já estamos no limite da exaustão.Junto com esta atribulação toda, sobra-nos no coração, todos os sentimentos de renovação, bondade e fé que o Natal e o Ano Novo carregam consigo.Cansamos, é verdade, mas a esperança de que os dias serão melhores não se perde.E vamos caminhando, seguindo nosso caminho, desenhando nossa história.C'est la vie...
Category palavras minhas
VISTA CANSADA
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Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver. O diabo é que, de tanto ver, a gente banaliza o olhar. Vê não-vendo. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.
Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.
Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima idéia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.
Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia-a-dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.
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GIRASSOL
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A boa música popular brasileira na voz de Efrahim Maia.Uma das minhas composições preferidas: Girassol.
"Ando feito folha de outono/nas galhas do inverno/lua solitária vagando perdida no céu/
Sou girassol
Sou girassol procurando uma fresta num dia cinzento
Um bemol num acorde de notas trocadas tocadas ao vento
Minha paz tá confusa/buscando a tormenta
Cuidado comigo
Uma folha se perde/se você me tenta/eu posso voar
Não brinca comigo
Que eu sou feiticeiro/sou frágil/sou forte/sou meio felino
Sou feito menino
Meu beijo mais doce/te pode matar
Eu viajo no vento/ e nas noites de frio
Depois que adormece/ te faço sonhar
Me deito em seu leito/ do jeito que um rio/ se deita nas pedras/ se aninha e amanhece
Dormindo com o mar..."
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Category outras palavras
AMOR - Fernando Pessoa
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Category outras palavras
ILÍADA - informações complementares - 6ª série
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A guerra de Tróia é um evento mitológico grego descrito na famosa Ilíada de Homero (e também citado na Odisséia, do mesmo autor), narrando o longo conflito entre gregos e troianos que segundo o poeta, foi motivado pelo rapto de Helena. Embora existam indícios de que a guerra tenha ocorrido de fato por motivos econômicos e políticos, a história mais famosa é a que chegou através do poema épico.
A Obra Ilíada
Origem e Conclusão na Mitologia
Category LITERATURA
Livros
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Category outras palavras
"Tô indo..."
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Pro meu canto.Recarregar as baterias.Sentir cheiro de terra molhada.Manga tirada do pé.Cheiro de flor de laranja.Grilo.Cigarra.Pôr de sol.Passarinho.Folha.Fruto.Sossego.Fé.
Category palavras minhas








