"cheiro de flor quando ri"
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A imagem abaixo foi retirada do perfumadíssimo Blog de Ana Jácomo.Conheci esta semana.Já sou seguidora e fã.Visite e comprove o talento desta artesã das palavras: anajacomo.blogspot.com
Apesar de
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Das palavras que transformam - Um recado para Ivânia
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"Pra gente aqui sê poeta,

"Pois aqui começam as palavras!
Quem escreve aponta o lápis com o canivete.
Cada gesto ensaiado entre os dedos da mão direita
desvela um pouco mais da face da lança
com que o homem se veste de Quixote
e desafia os moinhos e os silêncios.
Um pouco mais e a ponta preta aparece
e ele refaz esse milagre treze vezes
e cantarola uma canção de ninar
enquanto acorda a véspera do poema.
Ele fecha nas mãos a arma da ousadia
e recolhe da mesa lascas de sândalo e poeira.
Assopra dos dedos um pouco de fuligem
e suspira como Deus diante do barro
e como quem cria quando fala, ele escreve."
Carlos Rodrigues Brandão
"Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar."
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Contrária aos meus sentimentos, sinto que gritar agora é inútil.
Não gosto dos meus silêncios.
Mas tenho-os, pois já não tenho escolha.
Minha voz se cala, e a tal ponto a garganta se fecha, que já não encontro mais as palavras.
Até escandalizar está difícil.Meu vocabulário vazio.
Assim como a alma cansada espera o repouso, sigo fatigada dos meus lamentos.
Não há mais nada a perder.
Andréia Souto
Letra e música - Altar particular - Maria Gadú
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"Sem a música, a vida seria um erro."
Meu bem, que hoje me pede pra apagar a luz
E pôs meu frágil coração na cruz
Do teu penoso altar particular
Sei lá, a tua ausência me causou o caos
No breu de hoje, sinto que
o tempo da cura tornou a tristeza normal
Então, tu tome tento com meu coração
Não deixe ele vir na solidão
Encabulado por voltar a sós
Depois, que o que é confuso te deixar sorrir
Tu me devolva o que tirou daqui
Que o meu peito se abre e desata os nós
Se enfim, você um dia resolver mudar
Tirar meu pobre coração do altar
Me devolver como se deve ser
Ou então, dizer que dele resolveu cuidar
Tirar da cruz e o canonizar
Digo, faço melhor do que lhe parecer
Teu cais deve ficar em algum lugar assim
Tão longe quanto eu possa ver de mim
Onde ancoraste teu veleiro em flor
Sem mais, a vida vai passando no vazio
Estou com tudo a flutuar no rio
Esperando a resposta ao que chamo de amor
Estou com tudo a flutuar no rio
Esperando a resposta ao que chamo de amor
Estou com tudo a flutuar no rio
Esperando a resposta
Receita de Viver
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Raízes
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"A poesia é uma busca da Palavra essencial, a mais profunda, aquela da qual nasce o universo. Eu acho que Deus, ao criar o universo, pensava numa única palavra: Jardim! Jardim é a imagem de beleza, harmonia, amor, felicidade. Se me fosse dado dizer uma última palavra, uma única palavra, Jardim seria a palavra que eu diria."(Rubem Alves)
A poesia nasce da simplicidade, da sombra de uma mangueira, do canto de um pássaro, do gosto de fruta madura.Tenho um canto de poesia... Um canto de terra, de casa simples e cheiro de mato. Tenho a inspiração da poesia, a chama do fogão a lenha acesa, a palavra dita e as que ainda estão por vir.Tenho minhas raízes.
Tenho sol e tenho chuva. A brisa no fim da tarde, lua cheia e insetos.
Tenho o universo.E junto com ele:beleza, harmonia, amor e felicidade.Eis minha poesia.
Andréia Souto
Criativamente
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O texto a seguir foi retirado do blog: "Criativamente" .Achei formidável a maneira como os "motes" são criativos e os textos belíssimos.Uma ótima lição para quem pensa que escrever "é um bicho de sete cabeças".Inspire-se...
Palavras escolhidas:
Silêncio
Alma
Gosto dos meus silêncios.
Gosto de ouvir o que têm para me dizer. Gosto de me deter sobre os seus sons.
É neles que a minha alma é mais verdadeira.
Os meus silêncios são ilhas de calor que apetecem vestir e albergam minha voz.
São um caminhar de passos seguros que me levam para lá de mim, para lá da minha alma.
Os meus silêncios não são solidão, têm cores suaves, são aconchego, cheiram a camisolas quentinhas acabadas de tricotar, sabem a Verão, parecem o mar, são a Paz.
A palavra como salvação
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Curtos momentos não são momentos vazios, rápidos.Ao contrário, são momentos valiosíssimos onde a troca de experiências, os olhares, as leituras (do mundo e de todos) excelem todas as outras leituras.Um grupo de professoras,(sim, todas mulheres!)reunidas com objetivos definidos, descontentamentos, preocupações, soluções e acima de tudo um brilho no olhar que nos difere:todas as rimas de poetas,todas as letras, todos os textos... E a esperança!Ah, essa sim, a esperança de engravidarmos corações e mentes com a descoberta constante da palavra e da escrita, enfim com a descoberta do mundo.Para salvar-nos, para salvá-los, para viver.
Andréia Souto
Clarice Lispector - A descoberta do mundo
Eu disse uma vez que escrever é uma maldição. Hoje repito:é uma maldição, mas uma maldição que salva.
Não estou me referindo a escrever para jornal.Mas escrever aquilo que eventualmente pode se transformar num conto ou num romance.É uma maldição porque obriga e arrasta como um vício penoso do qual é quase impossível se livrar, pois nada o substitui.E é uma salvação.
Salva a alma presa, salva a pessoa que se sente inútil, salva o dia que se vive e que nunca se entende à menos que se escreva.Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador.Escrever é também abençoar uma vida que não foi abençoada...Lembro-me agora com saudade da dor de escrever livros.
Flor de maio, flor da noite, flor de mãe
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Em dezembro do ano passado,estampei junto com minha saudade a "flor de mãe" como carinhosamente chamamos uma linda flor branca que " só se abre a luz da lua".Falamos ontem sobre a flor, coincidência ou não, citada nos versos de Efrahim Maia.Mais uma vez, na união de nossos mais puros sentimentos fomos levados a emoções passadas, onde já não existe dor, somente um vazio;uma saudade cortante...Entoamos cantigas, derramamos nossas lágrimas, mas não lavamos nossa alma.Rimos, partilhamos e dividimos o que cada um de nós tem de mais puro: as raízes brejeiras, o encanto pelas coisas simples; um pássaro,o fogão à lenha aceso , um pedaço de chão, o sabor da fruta madura.E os momentos são puros, e a veracidade de um verso me vem à cabeça: "as coisas tangíveis tornam-se insensíveis à palma da mão, mas as coisas findas,muito mais que lindas, essas ficarão."Bendita seja a memória, que nestes momentos de ausência, projeta em meu coração sua presença,minha querida mãe, Mires Dalva Pena.
Flor da noite - Efrahim Maia
Oh, minha flor só e tristonha
só se abre a luz da lua
só se abre quando sonha
a lua clara pelo ar
Noite, canta e conta
o seu segredo
É feitiço ou é brinquedo
que ao dormir esquece o medo
desabrocha sem pensar
Eu oculto minha face
pra que ela não me veja
Ah! se o coração falasse:
Seja minha!
Seja minha dor do dia
Minha flor da noite
Triste alegria minha flor da morte
e nas sombras nuas
eu me esguio a espiar
minha flor só e tristonha
só se abre a luz da lua
só se abre quando sonha
a lua clara pelo ar.
Entrevista de emprego - curso técnico
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Caros alunos, considero as dicas deste vídeo muito proveitosas. A entrevista de emprego é, para algumas pessoas uma verdadeira "tortura"! Nada melhor do que estar bem preparado, seguir algumas dicas e encarar com personalidade e postura mais uma etapa.Ouçam com atenção e preparem-se: nunca sabemos quando uma boa oportunidade bate à nossa porta.
O querer
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"Não te quero senão porque te quero
E de querer-te a não querer-te chego
E de esperar-te quando não te espero
Passa meu coração do frio ao fogo.
Te quero só porque a ti te quero,
Te odeio sem fim, e odiando-te rogo,
E a medida de meu amor viageiro
É não ver-te e amar-te como um cego.
Talvez consumirá a luz de janeiro
Seu raio cruel, meu coração inteiro,
Roubando-me a chave do sossego.
Nesta história só eu morro
E morrerei de amor porque te quero,
Porque te quero, amor, a sangue e a fogo."
Tão intenso quanto o querer; o não-querer dilata as minhas veias, consome minha lucidez, emudece meu grito.
Tão doloroso quanto estar só é estar presa a paisagens de outono que já se foram...visões esmaecidas de pessoas.
Talvez, por isso, procure tanto outras vozes: para calar-me agora.
Andréia
7ª série Biotécnico - Vera Carvalho de Assumpção fala sobre "VIAGEM VIRTUAL"
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Caros alunos, tive o privilégio de contar com o comentário da autora do nosso livro em estudo .É muito bom compartilhar essas informações com vocês! Vocês podem ler mais sobre Vera Carvalho em : www.veracarvalhoassumpcao.com/
...Em Viagem Virtual, usei muito da experiência familiar. Não conheci minhas
avós. Elas morreram antes de eu nascer, mas tive uma tia que era irmã mais
velha de minha mãe e que fez o papel de avó. Ela gostava muito de contar
histórias. A família da minha mãe era de São José dos Campos, mas eles
vieram para São Paulo e minha tia acompanhou bastante a evolução da cidade.
E gostava de me contar as histórias. Eu era pequena, ficava muito tempo na
casa dela, pois minha mãe era professora e lecionava, e adorava ouvir as
histórias. Quando fiquei mais velha, comecei a pesquisar sobre a cidade de
São Paulo no Arquivo do Estado, e fui encontrando um pouco do que ela
contava. O livro que tenho publicado em Portugal, é justamente sobre essa
pesquisa. No caso é um ensaio.
Quando comecei a pesquisar, fui me apaixonando pelas histórias, tanto que
tenho muitos contos baseados em processos que ganharam prêmios.
Nas Viagem Virtual, coloquei um fato verídico, que têm até o jornal de onde
tirei a notícia do desastre. Também fiz um pouco a comparação do que foi a
vida "naqueles tempos" com a de hoje. Acho importante as crianças pensarem
não só em modernidades no futuro, mas no que foi de fato a vida quando não
existiam as modernidades, ou quando elas começavam a chegar.
A história do primo, foi um jeito de colocar a Escola de Direito na
história. Além da locomotiva e do café, era muito importante a chegada das
idéias!!! Foi isso que deu alma a cidade de São Paulo que até então era um
simples pouso de tropas!
Também acho que todas as meninas tem um primo pelo qual se apaixonam! Kkkkk!
E os primos se sentem orgulhosos de ter uma prima apaixonada! Faz parte da
adolescência? Talvez!
Bem.
Fico por aqui. Qualquer outra informação estarei à disposição.
E-mail enviado pela autora do livro em 08/04/2010
Mensagem para "vocês - 6ª série Biotécnico"
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Em um trabalho de história sobre o Egito, o grupo formado por cinco alunos tira a nota mais alta.Eles ficam surpresos: afinal, nenhum deles pesquisou sobre a importância intelectual da rainha Nefertiti, menção elogiada pelo professor - essa parte do trabalho apareceu misteriosamente entre as outras. Depois disso, os jovens passam a receber mensagens de computador, celular e outros meios, todas de personagens históricos mortos há muito tempo.Essa mensagens mencionam a importância de ler e escrever. Agora eles precisam desvendar: quem será o hacker misterioso, e o que ele pretende?
Quem foi Nefertiti
Nefertiti, cujo nome significa “a mais bela chegou”, foi uma importante rainha egípcia da XVIII dinastia. Foi esposa do faraó Amenhotep IV (mais conhecido como Akhenaton). Nasceu em 1380 a.C e morreu em 1345 a.C.
Foi seu marido, o faraó Akhenaton que substituiu o culto politeísta egípcio (crença em vários deuses egípcios) pelo monoteísmo (culto a apenas um deus) no Egito Antigo. Pela imposição do faraó, o rei-sol Aton deveria ser o único deus adorado. Nefertiti seguiu o atonismo imposto pelo marido.
Nefertiti teve seis filhas com Akhenaton: Meritaton, Mecketaton, Ankhesenpaton, Neferneferuaton, Neferneferuré e Setepenré.
Alguns egiptólogos defendem a hipótese de que Nefertiti governou o Egito durante dois anos, logo após a morte do marido Akhenaton.
A morte de Nefertiti também é misteriosa. Alguns historiadores acreditam que ela possa ter sido assassinada por sacerdotes. Estes, defensores do politeísmo, queriam desestabilizar o faraó e, por isso, assassinaram a esposa que era o braço direito dele.
Quer saber mais? Leia : "Mensagem para você" de Ana Maria Machado
"Quero fazer contigo o que a primavera faz com as cerejeiras" - Pablo Neruda
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... sim senhor, tudo o que queira, mas são as palavras as que cantam, as que sobem e baixam... Prosterno-me diante delas... Amo-as, uno-me a elas, persigo-as, mordo-as, derroto-as... Amo tanto as palavras...as inesperadas... As que avidamente a gente espera, espreita até que de repente caem... Vocábulos amados... Brilham como pedras coloridas, saltam como peixes de prata, são espuma, fio, metal, orvalho... Persigo algumas palavras... São tão belas que quero colocá-las todas em meu poema... Agarro-as no vôo, quando vão zumbindo, e capturo-as, limpo-as, aparo-as, preparo-me diante do prato, sinto-as cristalinas, vibrantes, ebúrneas, vegetais, oleosas, como frutas, como algas, como ágatas, como azeitonas... E então as revolvo, agito-as, bebo-as, sugo-as, trituro-as, adorno-as, liberto-as... Deixo-as como estalactites em meu poema, como pedacinhos de madeira polida, como carvão, como restos de naufrágio presentes da onda...









